O FBI contra o Islã

Depois do 11 de setembro, o FBI  proclamou sua disposição em trabalhar junto com os líderes islâmicos americanos. Era importante, não só para a luta anti-terrorismo, como também para evitar o surgimento do preconceito contra os islamitas.

Mas as coisas não se passaram bem assim. Segundo recentes declarações de Abed Ayoub, do Comitê Anti-Discriminação Americano-Árabe :”Nos últimos anos, temos recebido queixas que agentes provocadores são  enviados às mesquitas para fichar nossas comunidades e fazer uma vigilância inconstitucional.”
Esta aparente hostilidade do FBI aos islâmicos ficou mais evidente com denúncia do site americano, Wired. Ele revelou a existência de um curso de contra terrorismo para agentes, promovido pelo FBI em Qantico, Virginia, que defendia abertamente a islamofobia.
Apresentado em abril, esse curso ensinava que o hábito islamita de fazer caridade se tratava, na verdade, de uma forma de financiar as ações terroristas. Numa seção intitulada “Somente Guerra”, afirmava-se que, para os muçulmanos, “A guerra é o normal, a paz é apenas temporária”. Portanto não poderia haver paz com as outras religiões “…até o Islã conquistar e assimilar seus adversários.”
Alertada, a direção do FBI mandou retirar este curso do seu programa.
O mais grave, porém, é que este curso não foi uma iniciativa isolada. Antigos materiais didáticos do FBI datados de 2009, também obtidos pelo Wired, recomendavam a leitura do livro
de Robert Spencer, A verdade sobre Maomé. Fundador da Mais Intolerante Religião do Mundo. Com este título, dá para supor que o islamismo não é exatamente elogiado na obra…
Willian Gawtrop, escritor islamofóbico, até alguns meses atrás, comandou um programa “chave” de contra-terrorismo e contra- inteligência no FBI. Entrevistado pelo WordNutDaily, afirmou que o terrorismo islâmico radical integra o arsenal ideológico do profeta Maomé. Disse também que o Islã realmente, não é uma religião, mas uma “doutrina militar”. E o Alcorão não é um texto sagrado,  mas um manual de conquista do mundo.
Não dá para saber até onde foi a colaboração do FBI na geração e expansão do preconceito anti islâmico nos EUA. Mas que ele é muito forte,parece evidente. Um bom exemplo é dado pelos eventos ligados ao projeto de construção de um centro islâmico a duas quadras do local das Torres Gêmeas.
A idéia provocou protestos e manifestações indignadas a nível nacional. Seus adversários a consideraram algo como “um escárnio”, “uma ofensa à família dos mortos em 11/9”, como se o caráter islâmico dos terroristas comprometesse todo o Islã e seus adeptos. Algo semelhante a condenar a Igreja Católica e todos os cristãos pelos crimes do papa Borgia…
Numa evidência da forte presença do preconceito contra o islamismo na população americana, as pesquisas mostraram uma clara maioria contrária ao centro islâmico próximo ao chamado Ground Zero.
Segundo pesquisa da Quinipiac University, embora 70% dos americanos admitissem o direito dos muçulmanos de construir uma mesquita onde quisessem, 63% consideravam que a 2 quarteirões do Ground Zero, jamais..
Pesquisa da Marist Poll mostrava que, na cidade de New York, o voto contra ganhou por 51% x 41%. Mas, na ilha de Manhattan, em particular, o voto “sim” superava o “não”: 53% x 31%.
A opinião das personalidades se dividiu. Enquanto Barack Obama e os progressistas do Partido Democrata eram pró-direito à mesquita, os “grandes republicanos”- Giuliani, Sarah Palin, Mitt Romney- estavam do outro lado.
Mas houve algumas surpresas. Howard Dean, ex-pré candidato da esquerda democrata a presidente chamou a mesquita de “uma real afronta às pessoas que perderam suas vidas.” Por aí se vê que, pelo menos nos EUA, já não se fazem esquerdistas como antigamente.
Os grupos de direita não decepcionaram seus fãs. Mark Williams, o porta-voz do Tea Party, foi hiperbólico, chamando a mesquita projetada de “um monumento aos ataques do terror.”
Na sua defesa da obra, Barack Obama lembrou que se tratava claramente de um exercício do direito a ter uma religião, consagrado pela Constituição americana. Pelo menos era assim que pensavam os homens que a fizeram, os Great Founders. Infelizmente, esses sujeitos vem sendo desobedecidos com uma frequência até mesmo desagradável.

2 pensou em “O FBI contra o Islã

  1. O sufismo é a Tradição Esotérica do islam capaz de persuadir o fanatismo islâmico. O governo da Indonésia tem investido nesta tradição com retorno positivo. É a melhor tradição para desfanatizar. Salam (Paz)

  2. Tão perigosa quanto à imbecilidade assassina do Estado Islâmico é a covardia ocidental. Na década de 50 o historiador britânico Arnold J. Toynbee havia previsto que a próxima guerra seria entre cristãos e muçulmanos. Vale lembrar que, naquela época, Gerge W. Bush ainda usava calças curtas e nesses últimos 15 anos contabiliza-se quase 25.000 ataques islâmicos (da religião da paz). Depois de um dos ataques mais recentes, a um balneário tunisiano (26/06/2015), 82 mesquitas foram fechadas na Tunísia porque seus clérigos incitavam os fiéis à violência. Aqui não estamos a falar exclusivamente de grupos terroristas, mas também de religiosos com uma responsabilidade social considerável. Sermão inflamado contra o Ocidente não é escandaloso no meio islâmico. O problema é que outros fatos do tipo iriam repercutir negativamente na receita tunisiana com a debandada dos turistas europeus.
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    Dizer que nem todo islâmico é terrorista significa o quê? Absolutamente nada! Dizer que os terroristas não são islâmicos, “se fingem de islâmicos”, significa o quê? Que são cristãos disfarçados a confundir a opinião pública? Ora, gritam a cada ação “Allah ú akibar” (Alá é grande) só para confundir e não pelo que, realmente, acreditam estar lutando? Qualquer bobagem da desinformação é usada, se for para contribuir com o avanço do islã sobre o mundo ocidental.

    Além de mentirosa e ridícula, essa mania de isentar o islamismo da sua responsabilidade é uma opção covarde e equivocada. Não se vai evitar nada de ruim desse modo, uma vez que a omissão favorece a expansão do islã por toda parte, com sua sedução enganadora. Seria mais digno e eficiente dizer: “Resolvam logo isso entre vocês. A construção de mesquitas, madraças, centros culturais e a difusão da sua crença estarão suspensas no Ocidente até que se mostre, na prática, uma solução confiável e duradoura para esse confronto”.

    Hoje, com as informações que dispomos relativas ao comportamento humano, podemos concluir que as atitudes mais ou menos agressivas acabam dependendo muito da índole do indivíduo. A maioria da espécie humana parece tender a boa índole. O problema é que a minoria má é grande demais. Quando o indivíduo se sente liberado à barbárie, não só pela falta da educação, mas principalmente por causa dela ou pela sua cultura religiosa, são os atos dessa minoria altamente numerosa que vão deixar todos em perigo.

    Nesse caso, o ego coletivo pode ser comparado, argumenta Toynbee, ao poderoso e mitológico monstro bíblico Leviatã. Este poder coletivo a mercê das paixões subconscientes escapa à censura pessoal que freia os baixos impulsos do ego. A má conduta, que seria condenada sem hesitação, no entanto, quando o indivíduo transita do singular para o plural, ainda mais sob a instigação de clérigos exaltados amparados por um livro sagrado (Alcorão), encontra a responsabilidade individual em recesso.

    Então, estes, chegam às barbaridades sem culpa alguma, e aqueles que não têm tal inclinação a flor da pele não os condenam Sabem que seus irmãos de crença agiram em cumprimento do livro imutável que orienta a todos. Portanto, ideologicamente devem apoiá-los. Mesmo que essa maioria se sinta constrangida e prejudicada nos seus interesses nas sociedades ocidentais que as abrigam, se veem moralmente contidas. São as sociedades ocidentais que reclamam dos excessos dos seus e não as delas. O Alcorão pode incitar a violência? Dizem que não. Então vejamos alguns versículos de algumas das suas suras. Todavia, cabe um esclarecimento importante antes dessa apresentação: costuma-se dizer que os ocidentais fazem uma interpretação fora de contexto e tendenciosa de certos versos do Alcorão. A interpretação literal não seria a correta, pois na época em que este livro foi escrito o profeta encontrava-se em guerra. Sim, o livro narra exatamente a história da Jihad, da guerra aos infiéis do islã. Guerra pela implantação de uma crença religiosa.

    Atualmente, fala-se como uma forma de divulgação diplomática do islã, da “Jihad Maior”, aquela descrita como a luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma. Porém, não se explica que essa interpretação é herética no entendimento fundamentalista, pois surgiu depois do século XI, em um livro de al-Kahtib al-Baghdadi. Este foi um controverso intelectual muçulmano e aconselho aos interessados pesquisarem um pouco sobre esse curioso personagem.

    Até então, a Jihad era entendida, desde o século VII, como sendo uma luta no sentido literal, que ficou posteriormente conhecida como “Jihad Menor”, e não no sentido figurado, como propôs al-Baghdadi. Os propagandistas do islã se apoiam na forma interpretativa posterior para acusar os interpretes ocidentais de tendenciosos e utilizarem versículos fora do contexto, mas isso não é verdade. Dizer que a verdadeira Jihad é a luta interior, a “Jihad Maior”, é uma afirmação herética, inclusive às escolas ortodoxas de jurisprudência islâmica, indo contra as palavras do profeta.

    Para aqueles que buscam conduzir suas vidas baseados nos fundamentos do islã, os fundamentalistas, fica valendo a interpretação literal dos versos do Alcorão. Por isso dizem que os “terroristas” (esse nome é usado apenas no Ocidente) não são islâmicos. O curioso, é que verdadeiro islamismo acaba atrapalhando a propagação sua versão Light nos meios mais informados, mais ao gosto ocidental. Mas isso ninguém vai explicar. Pesquise a respeito e veja que al-Baghdadi teve problemas com isso.

    Sura 2,193 “E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Allah”.

    Sura 3, 85 “Quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não o islã, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados.”

    Sura 5:33 – “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”.

    Sura 8:12 “E quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois aos fiés! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!”

    Sura 8:13 “Isso, porque contrariaram Deus e o Seu Mensageiro; que Deus é severíssimo no castigo”.

    Sura 7, 4 “Quantas cidade temos destruído! Nosso castigo tomou-os (a seus habitantes) de surpresa, enquanto dormiam, à noite, ou faziam a sesta”.

    Sura 8, 60 “Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados”.

    Sura 8, 72 “Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis”.

    Sura 8, 74 “Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento”.

    Sura 9, 14 “Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis”.

    Sura 8, 60 “Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados”.

    Sura 8, 72 “Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis”.

    Sura 8, 74 “Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento”.

    Sura 9, 14 “Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis”.

    Sura 9, 111 “Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível que está registrada na Torá, no Evangelho e no Alcorão. E quem é mais fiel a sua promessa do que Deus? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício”.

    Qualquer semelhança não é mera coincidência com o perfil desses ataques e organizações. O Alcorão incentiva ou não a violência? Fica difícil alegar inocência do islamismo quando ele mesmo depõe contra si ao tentar impor seu ponto de vista.

    O cristianismo já passou por essa fase. Felizmente, a abnegação dos pensadores ocidentais, de todas as épocas, e o iluminismo, na busca constante do aperfeiçoamento, nos ensinou a arte da persistência, pois o pensamento não tem ponto final. Não nos vieram de graça a liberdade de pensamento e expressão que ora desfrutamos. Custou-nos muitas dores, sangue e lágrimas em nossa construção. Devemos muito a memória daqueles que fizeram por onde.

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