O apoio a Israel tende a diminuir entre os evangélicos dos EUA.

Os evangélicos tem um peso considerável no total da população americana.

Tradicionalmente, por razões religiosas, eles são 100% favoráveis às ações e posições dos governos israelenses. Estão com Israel e não abrem.

Recente pesquisa da Life Way Research mostra que começa a existir uma abertura.

A pesquisa dividiu os questionados em dois grupos: evangélicos com mais de 65 anos de idade e evangélicos com menos de 35.

76% dos velhos tem uma visão positiva de Israel. Os jovens, também, mas o número dos favoráveis é bem menor: apenas 58%.

“Os cristãos deveriam amar e preocupar-se mais com o povo palestino.” Mais jovens concordam com esta afirmação do que os velhos: 66% contra 54%.

41% dos evangélicos com menos de 35 anos, a chamada Geração do Milênio, afirmam “não ter posições firmes em relação ao Estado de Israel”, o mesmo dizem  22% dos homens com mais de 65 anos.

A maioria dos idosos, 65% discorda de que os palestinos tenham um direito histórico á Terra de Israel. Já essa maioria não existe entre os jovens. 41% tem posição contrária aos palestinos.

O direito dos judeus à terra de Israel é majoritariamente apoiado pelos dois grupos. 80% dos velhos e 61% dos jovens pensam assim.

Considerando os dois grupos somados, 25% declaram-se Israel first, apoiando Telaviv incondicionalmente. Enquanto um número expressivo demonstra mais serenidade. De um modo geral, 42% estão com Israel, mas não em todas as posições e ações do seu governo.

No conjunto dos dois grupos, 46%, não tem posição formada quanto a um acordo de paz que leve à criação de um Estado da Palestina. Entre os demais, apenas 23% são a favor. Em compensação, 31% não se opõem à ideia.

Esses resultados revelam que os evangélicos idosos mantêm posições que são tradicionais no seu grupo religioso.

Por outro lado, os jovens da chamada Geração do Milênio parecem analisar as várias questões envolvidas no relacionamento entre israelenses e palestinos de maneira mais racional. Há uma clara tendência deles balizarem suas posições pelas circunstâncias envolvidas em cada caso, fugindo de ideias preconcebidas.

As perspectivas abertas por essa pesquisa são de que o pensamento dos evangélicos que contam, atualmente, com menos de 35 anos deve vir a ser dominante no conjunto dos adeptos de sua religião. Afinal, essa geração tem pela frente mais anos de vida do que os evangélicos acima de 65 anos de idade.

Uma outra pesquisa entre os evangélicos, da Pew Research, mostrou uma queda significativa do prestígio de Trump junto a esse público.

Em pesquisa anterior, verificou-se que The Donald obteve nas eleições nada menos do que 81% dos votos de evangélicos brancos.

Esse número foi diferente em fevereiro, quando a Pew checou a opinião desse grupo demográfico. O resultado apurado foi 78% favorável a Trump.

Em dezembro, a queda acelerou-se. 61% dos evangélicos, 17% menos do que há 9 meses atrás, aprovavam a administração do líder republicano.

E, por falar em Trump, a Pew acaba de dar péssimas notícias a ele.

De acordo com sua recentíssima pesquisa, o prestígio presidencial foi para o espaço.

Enquanto que 32% dos americanos ouvidos deram OK ao governo sob o guante de The Donald, nada menos do que 63% o reprovaram.

Os americanos abriram os olhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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