Monges budistas pregam a violência.

A não-violência é talvez o princípio mais importante do budismo.

No entanto, monges budistas estimulam o ódio racial no Sri Lanka, ex-Ceilão.

Seu líder, o monge Galagoda Gnanasara, açula os cingaleses (três quartos da população)- contra os muçulmanos.

A base teórica das propostas deste estranho monge, que contradiz o que há de mais essencial do budismo, é simples. Para ele, “o país pertence aos cingaleses e são os cingaleses que construíram sua civilização, cultura e povoamento.” E Gnanasara afirma que no passado o Sri Lanka foi destruído pelos colonialistas britânicos, mas  agora os inimigos seriam outros : os estrangeiros – muçulmanos e tamis- segundo o monge, os  grandes  responsáveis pelos problemas atuais.

“Estamos tentando trazer o país de volta para os cingaleses. Até corrigirmos isso, vamos lutar”.

E assim multidões enlouquecidas matam muçulmanos e destroem suas casas e lojas, implacavelmente.

Além da violência, essa pregação tem um conteúdo claramente racista.

As minorias muçulmana e tâmil estão no Sri Lanka há tanto tempo quanto os cingaleses.

Com apoio de muitos monges budistas, surgiu um movimento orientado pelas idéias de Gnanasara, o BBS (Força do Poder Budista), que vê na democracia um obstáculo à limpeza racial que defende.

Veja o que diz o líder:”Este é um país cingalês. Um governo cingalês. Valores democráticos e pluralísticos estão matando a raça cingalesa.”

Em um comício, ele falou à multidão, incluindo 1.300 monges, que o BBS ”precisa tornar-se uma força policial civil não-oficial contra o extremismo muçulmano. Esses chamados democratas estão destruindo a raça cingalesa.”

Um dos mais violentos conflitos incitado pelo BBS aconteceu nas cidades de Dhurga Town e Beruwala ,em fevereiro de 2014.

Lá os manifestantes budistas lançaram coquetéis Molotov contra seus inimigos, incendiaram suas casas e saquearam suas lojas. Grande número de muçulmanos foram forçados a fugir de seus lares e buscar abrigo em mesquitas e centros comunitários. Pelo menos quatro pessoas foram assassinadas e 80 feridas.

8 mil muçulmanos ficaram sem teto.

Parte dos monges budistas discorda de Gnanasara.

Um dos mais respeitados deles, Vijitha Thero, promoveu uma conferência para discutir os sofrimentos das populações muçulmanas.

Nem bem começou, grupos do BBS atacaram, expulsando os participantes.

Na ocasião, Gnanasara insultou o moderado Thero e afirmou :”Se você se envolver de novo nesta estúpida traição será agarrado e jogado no rio Mahawell.”

Foi uma ameaça de morte, pois nesse rio apareceram boiando os corpos demuitas dos 60 mil desaparecidos, vítimas da repressão a uma recente revolução esquerdista.

 

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