Meninos-soldados na revolução síria.

A Human Rigths Watch (HRW) acaba de denunciar que meninos estão sendo recrutados para lutarem nos exércitos da oposição síria.

É um fato difícil de contestar, pois essa instituição, além de respeitável, costuma ser dura crítica das ações violentas de forças do governo Assad.

A HRW lista os seguintes grupos que têm em suas fileiras meninos-soldados: Exército da Síria Livre (seculares moderados)- Nussra, ISIL, Yekeneyn e Parastinas Gel (extremistas islâmicos) e forças policiais Adsayish, no Curdistão sírio.

A maioria são adolescentes entre 15 e 17 anos, mas um médico entrevistado pelo HRW informou que já tratou de um garoto-soldado de 10 a 12 anos. Sua função seria “chicotear prisioneiros detidos num campo do ISIL.”

Abu Rida, líder da brigada Al-Maslood, do Exército Síria Livre garantiu que só recrutava garotos com no mínimo 16 anos, pois: “ 16/17 anos não é criança. Se não o recrutarmos, ele lutará por conta própria”.

Mas outros chefes desse exército informaram ao HRW que aceitavam até crianças em suas fileiras. E um comandante de Jarablus afirmou: “Nós os aceitamos, não importa qual seja sua idade.”

Não se sabe exatamente quantos meninos-soldados existem lutando nas forças da revolução. Segundo informação do Centro de Documentação de Violações, um grupo sírio de monitoramento, entre setembro de 2011 e maio de 2014, 194 meninos “não- civis” haviam sido mortos durante os conflitos.

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