Mais drones contra terroristas… e civis inocentes.

Breve, muito mais drones entrarão em ação no Paquistão, Iêmen, Afeganistão, Somália e mais algumas outras nações.

O Wall Street Journal (de 17 de agosto) publicou informação de oficiais americanos de alto nível de que o Pentágono vai incrementar o número de vôos diários de drones em cerca de 50%.

O programa de lançamento dessa arma contra terroristas foi iniciado pelo ex-presidente George Bush e bastante ampliado por seu sucessor, Barack Obama, que também adicionou mais países à lista dos alvos visados.

Para os EUA, os drones são uma arma de guerra altamente vantajosa,  pois seus operadores estão a milhares de quilômetros de distância, livres de qualquer perigo. Não morrem americanos, portanto.

Infelizmente os drones atingem também inocentes que tiveram o azar de estar por perto das explosões.

Uma investigação da organização humanitária Reprieve revelou que somente no Paquistão já foram mortos por engano 674 civis inocentes. No Iêmen, onde os drones começaram a serem lançados mais recentemente, eles já mataram 273 civis inocentes, sendo sete crianças.

De acordo com a última pesquisa do Birô de Jornalismo Investigativo, desde 2002, os drones atacaram 620 vezes no Paquistão, Iêmen, Afeganistão e Somália, matando mais de 5.460 pessoas, das quais  1.100 eram civis.

Os números cresceram em 2012, quando o presidente Obama autorizou os chamados signature strikes (ataques por assinatura) contra pessoas identificadas pela CIA como terroristas, especialmente por levarem armas. Critério altamente discutível, pois portar armas é um hábito comum entre os homens iemenitas das comunidades rurais.

Para muitos analistas, essas mortes de civis tem estimulado o recrutamento pela al Qaeda e similares de jovens indignados.

Com o que concorda o general McChrystal, ex-comandante das forças dos EUA no Afeganistão: “O uso de drones é uma tomada de decisão desastrosa. Quando você mata pessoas que não são inimigas, você simplesmente cria mais inimigos.”

 

 

 

 

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