Khusaa, estreito de Gaza: crime e talvez castigo.

Khusaa, pequena cidade de Gaza, pode ter sido quem mais sofreu os impactos das bombas israelenses.

É a conclusão a que a Anistia Internacional está chegando numa investigação, em fase final, dos acontecimentos na guerra de Gaza em Khusaa e outras cidades da região.

“Há amplas evidências de que o exército israelense praticou grandes violações das leis internacionais (ali), inclusive crimes de guerra”, disse Saleh Hijab, pesquisador da Anistia Internacional, à Al Jazeera.

No ataque e invasão de Khusaa,  entre 21 de julho e um de agosto, Hijab explicou: “Bairros inteiros foram sitiados e sua evacuação impedida. Documentamos casos em que o exército parece ter alvejado lares de habitantes civis, atirando e matando civis diretamente. E podem ter usado palestinos como escudos humanos.”

De acordo com fontes da Al Jazeera, pelo menos quatro brigadas participaram do ataque.

Entre elas a brigada Givat, comandada pelo coronel Ofer Winter, famoso por ter qualificado, pela imprensa local, o ataque a Gaza como uma guerra santa contra os inimigos de Israel.

Na ocasião ele falou em “sombras de glória”, que teriam sido enviadas por Deus para proteger os soldados quando eles penetraram em Khusaa.

O inspirado coronel e seus bravos soldados da brigada Givat tinham anteriormente atuado na “Sexta-feira Negra”, como foi chamado o bombardeio de Rafah (cidade em Gaza), que causou a morte de 123 civis, segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, e 41, segundo autoridades israelenses.

Como os dirigentes de Telaviv costumam alardear, o exército israelense seria o mais ético do mundo.

Parece mais um slogan de propaganda.

Falou Bensouda, a procurador-chefe do Tribunal Criminal Internacional (ICC), já começou uma investigação preliminar dos crimes de guerra praticados contra Gaza e seu povo.

Possivelmente ache evidências em Khusaa que levem o coronel Winter e superiores a Haia, para sentarem nos desconfortáveis bancos dos réus do ICC.

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