Israel perto do Tribunal Criminal Internacional.

Israel não admite que os palestinos recorram ao Tribunal Criminal Internacional para investigar os crimes de guerra em Gaza. Sabe que seus dirigentes seriam provavelmente condenados.

Cabe à Autoridade Palestina solicitar essa investigação.

Que, aliás, no mês passado, recebeu o apoio de todos os grupos que integram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Mas Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, exigia também a aprovação do Hamas, que não faz parte da (OLP).

O Hamas acaba de tomar uma atitude. Pediu com todo empenho que Abbas fosse logo ao Tribunal.

Os analistas acreditam que o Hamas estaria assumindo sérios riscos.

É certo que a investigação do Tribunal Criminal Internacional deverá atingir especialmente os dirigentes de Israel, pelas violências cometidas nos ataques  a Gaza e ainda pela expansão dos assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais por vários fóruns internacionais.

No entanto, os dirigentes do Hamas talvez acabem também de ter de sentar nos bancos dos réus. Os lançamentos de foguetes contra o território de Israel poderão pesar contra eles.

As chances são muitas, afinal uma comissão de investigação da ONU em 2009 já taxou essas ações de violações das leis internacionais por alvejarem civis.

O Hamas não tem medo.

Izzat Rishq, importante dirigente do movimento explicou porque: “Nós estamos sob ocupação, sob ataques diários, e nossos guerreiros estão defendendo seu povo. Esses foguetes objetivam parar os ataques israelenses e é fato conhecido que foi Israel quem começou esta e outras guerras anteriores.”

Enquanto isso, Mahmoud Abbas vacila.

Ele sabe que um apelo ao  Tribunal Criminal Internacional transformará suas relações com Israel de tensas em hostis.

A reação de Israel, sob o governo de ultra-direita de Netanyahu, será certamente de uma violência imprevisível.

Além disso, é certo que a amizade com os EUA irá para o espaço.

Mesmo a contragosto, Obama acabaria cedendo à fúria de um parlamento controlado pelos lobbies pró-Israel e tomando medidas adversas aos palestinos.

Para ganhar tempo, Abbas, segundo autoridade palestina anônima, decidiu esperar pelas conclusões da comissão da ONU de investigação de possíveis crimes de guerra em Gaza, previstas para março.

 

 

 

 

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