Israel não destrói suas armas químicas.

O presidente sírio justificou seu estoque de armas químicas como destinado à defesa contra uma eventual invasão israelense.

Tinha suas razões, considerando que Israel tomou e anexou as colinas de Golã, que eram parte da Síria, e somente no período 2012/2013 bombardeou duas vezes Damasco e uma vez o porto de Lathakia.

Não consta que as forças armadas de Assad tenham feito, nos últimos 65 anos, qualquer ataque contra Israel.

Nem que, de seu território, jihadistas tenham alvejado regiões israelenses com mísseis.

Apesar disso, para enfrentar as armas químicas sírias, Telaviv também tinha um bom estoque.

Tendo Assad decidido assinar a “Convenção de Armas Químicas” e assim renunciar a seus armamentos de gases venenosos, esperava-se que Israel fizesse o mesmo. Sem armas químicas, a Síria não oferecia mais perigo.

Porém, Israel disse não.

Yigal Palmor, porta voz do Ministério do Exterior, declarou ao jornal Haaretz, que seu país não faria como Assad porque precisava precaver-se  diante de outros estados da região, inimigos mortais do regime sionista, que mantinham armas químicas em seus arsenais.

Esses estados são Egito e Líbano..

O primeiro não pode ser considerado uma ameaça, pois tem até relações diplomáticas com Telaviv.

E o Líbano…

Sinceramente, você acha que esse pequeno e pacífico país algum dia seria louco de lançar bombas de gás contra seu poderoso vizinho?

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