Irã investiga tortura.

A IRNA, agência de notícias oficial do Irã, informa a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias da morte na prisão do blogger Sattar Berheshti.

Ele fora preso pela polícia de informática iraniana, em 30 de outubro, por “ações contra a segurança nacional nas redes sociais e no Facebook.”

Sua morte foi comunicada em 6 de novembro, acreditando-se que havia sido torturado durante os interrogatórios.

Os grupos de direitos humanos protestaram.

Deputados interessaram-se pela questão.

Ashmad Tavakol, político conservador e crítico do Presidente Ahmadinejad, pronunciou um discurso no Parlamento de Teerã criticando o silêncio oficial diante das denúncias.

Apelou para que as autoridades investigassem os funcionários “corruptos” que pudessem estar envolvidos no caso.

Outro deputado, Ebrahim Nekou, que representa a cidade natal da vítima, também protestou, demonstrando indignação pela natureza misteriosa da morte.

Outros membros do parlamento falaram no mesmo sentido.

Finalmente, por aprovação geral, o Vice-Presidente do Parlamento, Hasan Abutorabifard anunciou  que o importante comitê de segurança nacional e política exterior fora encarregado de investigar a morte do blogger.

Recentemente, a comissão de direitos humanos da ONU condenou o Irã por violações nessa área, o que foi contestado pelo governo.

Nesse contexto, são esperadas com grande ansiedade as conclusões do comitê.

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