Honduras: assassinatos de jornalistas continuam impunes.

Quando o Brasil recusou-se a reconhecer o governo de Honduras por ter sido eleito por golpistas, recebeu muitas críticas.

Os EUA, que, a princípio, foram contra o golpe, apoiaram as eleições teoricamente democráticas. Na prática, nem tanto, pois se realizaram sem a participação dos grupos ligados ao Presidente Zelaya, derrubado pelo golpe.

Durante a campanha, houve todo o tipo de fraudes para beneficiar os candidatos do governo.

Por isso mesmo, os observadores internacionais saíram fora. Menos duas ONGs: a National Democratic Institute, ligada ao Partido Democrata americano, e o International Republican Institute, ligado ao “Great OId Party”.

O presidente eleito, Porfírio Lobo, tratou os oposicionistas no pau. 34 desapareceram misteriosamente, talvez assassinados.

A respeitada instituição de defesa dos Direitos Humanos, a Cofadeh, acusou as forças de segurança do país pelo assassínio de mais de 300 pessoas nos últimos dois anos.

Entre elas, 19 jornalistas que, talvez por coincidência, eram críticos do governo Lobo.

O interessante é que nenhum dos assassinos de jornalistas foi preso. Nem dava para ser, considerando que as autoridades policiais do governo não se deram ao trabalho de investigar esses casos.

O último assassinato, denunciado pelos “ Reporteres Sem Fronteira”, aconteceu na cidade de Saba.

Pressionado para investigar o crime, o chefe de polícia local declarou que acontecera devido “a razões pessoais, foi uma briga.”

Carlos Ortiz, Presidente da Associação de Imprensa de Honduras, informou que “desde 2010, a associação vem pedindo uma investigação nacional e internacional dos crimes contra jornalistas.” Sem resultado.

Lembramos que no governo do Presidente Lobo, que faz jus ao nome, Honduras, segundo a ONU, tornou-se o país com o mais alto índice de crimes do mundo.

 

 

 

 

 

 

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