Guerra aos gastos militares.

Desde quando a crise começou a mostrar suas garras, o governo Obama faz guerra aos grandiosos orçamentos militares, de olho nos terríveis déficits que assombram o american dream.

Teve de sofrer a ofensiva dos republicanos, majoritários na Casas dos Representantes, que preferiam alvejar os programas sociais, para eles menos importantes do que armas para garantir a liderança mundial pela força.

Em 2011, com as coisas ficando cada vez mais pretas na economia, houve um acordo temporário: cada um cedeu um pouco (Obama, bem mais).

Em 2012, a situação voltou a pesar.

Em 30 de setembro, no fim do ano fiscal, o déficit orçamentário vai totalizar 1,3 trilhão.

Constatou-se que o governo Obama gastou demais em vários setores, mas os gastos militares representaram uma parte enorme deste déficit maciço.

O Pentágono calculou que em fevereiro do ao passado, a Guerra do Afeganistão custou 300 milhões de dólares por dia, por uma guerra geralmente reconhecida como um total fracasso.

Mais de um quarto dos gastos do governo de Washington por ano é aplicado  nas despesas de guerra. É de cerca de 65%  o total das despesas discricionárias do país.

De acordo com o Mercatus Center, “Os EUA gastaram 728 bilhões de dólares com seus exércitos em 2010, cerca de 45% do total mundial de 1,6 trilhão – mais do que os outros 14 maiores exércitos do mundo somados, cerca de 6 vezes mais do que a segunda nação militar, a China.”

Estimativas militares mais profundas afirmam que os gastos anuais em segurança dos EUA, na verdade, excedem 1 trilhão.

Enquanto isso, a economia americana está pior do que há muitos anos.

O FMI recentemente advertiu que, se nada for feito para evitar “o precipício fiscal”, a nação cairia numa nova dura recessão.

Enquanto o governo Obama propõe cortes nas despesas dos orçamentos militares, os republicanos defendem sua manutenção, dentro da visão de uma América super-poderosa, master of the world.

Disse o senador Lindsey Graham :”Vamos mantê-lo (o orçamento militar) e fazer dele a prioridade nacional de uma nação quebrada.”

E justificou-se afirmando que os EUA estaria próxim de uma guerra contra a Síria e quase certamente iria atacar o Irã no fim do verão, sendo que estas novas ações justificariam a manutenção do orçamento sem cortes.

O povo americano apóia em massa os cortes dos orçamentos militares.

Pesquisa do Programa de Consulta Pública, do Centro de Integridade Pública e do Centro Stimson revela que 76% dos entrevistados – 90% dos moradores de distritos congressionais democratas e 78% dos republicanos- querem que as despesas militares sejam cortadas.

Disse R.Jeffrey Smith, do Centro Pela Integridade Pública, que a principal razão do apoio aos cortes é a crença de que haja um significativo desperdício no orçamento da defesa, conforme 86% das pessoas nos distritos democratas e 80% nos republicanos.

Como já declarou, Mitt Romney é favorável ao aumento das forças aéreas e navais, portanto, das despesas militares.

Mais uma posição que atrita com os interesses do povo americano.

 

 

 

1 pensou em “Guerra aos gastos militares.

  1. Isso ajuda a explicar por que os donos do mundo, que vivem em guerra contra alguém , tanto temem os tais ” ATENTADOS TERRORISTAS ” . Nem todo mundo é como o ” brasileiro bonzinho ” que se embasbaca com a bandeira americana tremulando em seu país. É o efeito Hollywwod, que nos ensina que americanos são sempre amigos e que seus inimigos são inimigos nossos também. A Amazônia já está ocupada por ” cientistas ” norte-americanos, a serviço da humanidade, é claro. Será que não seria o caso de vigiar esses ” cientistas ” para que, por engano é claro, não se apoderem do URÂNIO e outros minerais tão cobiçados pela indústria armamentista ? Com a palavra autoridades brasileiras competentes para a defesa da soberania e do território nacional. Ou será que são como um time de futebol que treina, treina e nunca joga ?

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