Guantanamo: prisioneiros manipulados com drogas.

Aconteceu em interrogatórios de prisioneiros em Guantanamo.

Poderosas drogas que alteram a mente foram injetadas à força para obrigá-los a prestar informações.

Esse fato foi revelado num relatório do Inspetor Geral do Pentágono, obtido pelo site político Truthout, graças ao Freedom Information Act (Lei de Liberdade de Informação).

Em primeiro lugar, a eficiência deste método de interrogatório é duvidosa.

Algumas dessas drogas “poderiam prejudicar a capacidade do indivíduo revelar informações corretas.”

O mais grave, porém, é a violação dos direitos humanos.

Segundo o relatório do Inpetor-Geral do Pentágono: ”Foram interrogados detentos diagnosticados como portadores de sérias condições de saúde mental, que eram tratados diariamente com medicamentos psicoativos.

A respeito desse assunto, o dr.Leonard Rubenstein, do Centro John Hopkins de Saúde Pública e Direitos Humanos declarou ao Truthout: “O relatório do inspetor geral confirma que aos detentos, cuja deterioração mental e sofrimentos  eram tão grandes que os levou à psicose e a tentativas de auto flagelação, foram dados medicamentos anti-psicóticos e em seguida submetidos a interrogatórios.”

E o dr.Rubenstein disse mais: “O problema não está simplesmente no que o relatório implica, que informações corretas são dificilmente obtidas de alguém que apresenta sintomas psicóticos, mas no contínuo uso de métodos de interrogatório altamente abusivos de homens que sofrem de grave deterioração mental, a qual pode te sido causada por esses mesmos métodos.”

A prisão de Guantanamo está completando 10 anos. Muito infelizes para seus detentos.

Inquéritos de várias instituições, inclusive o FBI, comprovaram maus tratos e mesmo torturas.

Obama prometeu fechá-la no primeiro dia de seu mandato.

Mas, sofreu pressões e recuou.

Ainda existem 171 prisioneiros em Guantanamo. Não se sabe “se” e “quando” eles serão soltos.

Pelas novas leis apresentadas pelos republicanos e aprovadas pelo Presidente Obama, o governo pode prender e manter preso, sem julgamento e indefinidamente, quem considerar ameaça à segurança nacional.

Navi Pillay, Alta Comissária para Direitos Humanos da ONU, recentemente, lamentou que “a prisão continua a existir e os indivíduos permanecem presos indefinidamente, numa clara violação da lei internacional.”

Antonio Patriota, nosso Ministro das Relações Exteriores, também declarou que a questão de Guantanamo deveria ser retomada.

Nada feito.

Para os EUA, aparentemente, as leis internacionais só devem ser aplicadas contra países inimigos, como a Síria e o Irã.

 

 

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