Do Egito, uma lição de democracia.

Islam Afifi, editor-chefe do jornal AL-Dustour do Partido Wafd de oposição, foi preso por artigos que, segundo a acusação, insultavam o Presidente Morsi e feriam o interesse público. Em 16 de julho, uma corte do Cairo ordenou que ele permanecesse na prisão até o julgamento, em setembro.

Horas depois, o Presidente Morsi emitiu um decreto determinando que jornalistas processados por delitos na imprensa permanecessem em liberdade até o veredicto final.

E Islam Afifi foi solto, não ficou um só dia na cadeia.

Desde a posse de Morsi na presidência do Egito, Afifi vem publicando regularmente ataques contra ele e contra a Irmandade Muçulmana, à qual o presidente pertence, acusando-a de uma conspiração para transformar o país numa república islâmica fundamentalista.

Pelas leis anteriores, ele ficaria preso até o julgamento, quando então, provavelmente, seria condenado a pesadas penas.

Morsi poderia aproveitar para se livrar de um incômodo adversário de forma absolutamente legal.

Preferiu mudar as leis para garantir liberdade de imprensa no Egito, mesmo contra seus interesses políticos.

 

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