A nova estratégia americana para o Oriente Médio, que elege os xiitas como inimigos-chave e os sunitas como eventuais aliados, conseguiu equilibrar as coisas no Líbano.
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Bush corrige a pontaria (3): Iraque
Bush corrige a pontaria (4): Irã
“Damos aos governantes do Irã dois meses para cessarem todo tipo de apoio ao governo xiita do Iraque… Do contrário, uma severa guerra os espera”.
– Abu Omar al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico no Iraque, grupo ligado à Al-Qaeda. Continue lendo
Bush corrige a pontaria (1): Palestina
Como explica Bresser Pereira: “Os movimentos islâmicos são essencialmente movimentos políticos nacionalistas empenhados na luta para dotar suas respectivas nações de um Estado que lhes sirva de instrumento de ação coletiva. A religião está fortemente presente, mas é a arma ideológica usada na sua luta pela soberania nacional” (entrevista à Folha de São Paulo, 13-06-06). Por isso mesmo, esses movimentos são os principais adversários do governo americano no Oriente Médio, pois se contrapõem aos objetivos da política imperial na região que são: exercer hegemonia sobre seus países, controlar o petróleo da região e preservar os interesses de Israel.
Mais uma guerra perdida
O Taleban é hoje quem representa o nacionalismo árabe, indissoluvelmente ligado ao islamismo, contra a opressão americana. Têm o apoio da maioria da população.
Um negro na Casa Branca
Pouco conhecido senador do legislativo estadual de Illinois, Barack Obama chamou os holofotes para si ao discursar na convenção nacional do Partido Democrata, quando se candidatou ao Senado Federal. Sua oratória brilhante e corajosa chamou a atenção dos líderes do partido que viram nele uma estrela nascente.
Horizontes radicais
Olhando para frente, para o novo ano, não dá para ser otimista. As pesadas nuvens do radicalismo impedem que os líderes visualizem caminhos certos para as crises que rondam o mundo.
Bagdá vale bem muitas missas
Bush quer aumentar o poderio do exército de ocupação. E só sairá do Iraque quaorem firmados contratos PSA nas principais regiões petrolíferas do país. Garantido o botim, a América e seu satélite inglês poderão dizer adeus a Bagdá. Enquanto esse dia não chega, milhares de soldados americanos continuarão morrendo, bilhões serão torrados e o ódio aos Estados Unidos não parará de crescer no mundo muçulmano.
A privatização da tortura
O filme, a ser brevemente lançado, Irak for Sale (Iraque á venda) denuncia que “contractors” (civis contratados pelo exército americano) comandaram torturas em Abu Ghraib. Comenta Robert Greewald, cineasta que o produziu: “nos meses de trabalho em Irak For Sale uma das mais chocantes e perturbadoras descobertas foi como a CACI International lucrou torturando iraquianos em Abu Ghraib”.
A macieira é que está podre
Este é um fenômeno que se tornou comum entre muitas das forças multinacionais. Nenhum respeito pelos cidadãos, destruindo carros de civis e matando por um simples palpite. É inaceitável”.
Jawad al-Maliki, primeiro-ministro do Iraque.