Bomba midiática pode fazer Europa deixar Ucrânia na mão.

Depois da revolução de Kiev, a União Europeia, que ajudou a patrociná-la, tratou de ajudar o governo Poroschenko, eleito em seguida.

Além de apoio político contra os rebeldes do Leste e sua aliada, a Rússia, ofereceu através do FMI uma conta bilionária de créditos para recuperar a economia do país.

Mas as coisas não correram nada bem.

O presidente Poroschenko revelou-se muito inábil nas relações com Putin, agindo às vezes como um legítimo falcão.

Pior: tendo sido eleito pela queda de um regime corrupto, seu governo continuou trilhando a mesma senda da corrupção.

A ponto do honesto ministro da Economia, Aivaras Abramovicious, anunciar sua resignação na semana passada para não ser parte da pilhagem cometida pelas autoridades ucranianas.

O que trouxe uma crise muito séria.

O próprio FMI ameaçou retirar seus recursos s do alcance das mãos sujas dos políticos ucranianos e seus apaniguados.

Os bilhões de dólares do fundo ficariam caso o governo desse um fim na corrupção estatal.

Imediatamente o presidente Poroschenko garantiu que as necessárias reformas econômicas, inclusive para barrar avanços nos fundos públicos, seriam postas em prática logo.

Animados por essas promessas, alguns ministros do grupo de Abramovicious, que já tinham renunciado, voltaram atrás, dando um crédito de confiança ao governo.

Foi quando inesperadamente o ministro do Interior, Arsen Akarov, pôs mais lenha na fogueira.

Em entrevista ao jornal, Zerkalo Nedeli anunciou que poderia publicar na imprensa uma bomba que prejudicaria ainda mais a Ucrânia do que a renúncia do ministro da Economia.

Sua explosão faria todos os capitais estrangeiros fugirem do país às pressas.

Mas não a publicaria para evitar ver Christiane Lagarde, chefe do FMI, “agitando suas mãos sadicamente, removendo o apoio dos parceiros estrangeiros do país. “

Avakov ainda disse que convinha manter o imensamente impopular primeiro-ministro Arsenyi Yartsenyuk.

Formar um novo governo tomaria muito tempo e ”perder tempo pode custar muito caro ao governo. Eu sei que o ministro X é fraco e o ministro Y de fato não existe. Mas fazem parte da balança do poder. “

A verdade é que a bomba midiática mencionada por Avakov levou ao pânico muitos membros do governo.

Considerando que a polícia federal está sob suas ordens, ele deve dispor de evidências de crimes cometidos por gente do primeiro escalão de diversos ministérios.

Avakov prometeu silêncio mas ninguém está tranquilo pois se trata de uma personalidade um tanto bizarra, capaz de atitudes insólitas.

Numa reunião governamental anti-corrupção dirigida pelo presidente Poroschenko, ele trocou insultos com um ex-presidente da Geórgia.

E reforçou seus argumentos, lançando um copo d´água sobre seu contendor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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