Ataque químico: acusações furadas.

Obama garantiu estar provado que o governo Assad fora o autor do ataque químico que quase levou os EUA a retaliações militares.

Nesta semana, uma equipe de especialistas em armas e segurança americanos concluiu que não foi bem assim. Baseada em análises científicas, não em informações da suspeitíssima CIA (Star Telegram, 16/01/2014).

No seu relatório, “Possíveis Implicações da Incorreta Inteligência Técnica dos EUA”, os autores, Richard Lloyd, ex-inspetor de armamentos da ONU, e Theodore Postol, professor de ciência, tecnologia e política nacional de segurança do Instituto Tecnológico de Massachussetts (ITT), são categóricos.

Eles afirmam que os mísseis usados no ataque químico tinham um alcance máximo de 3,2 milhas. Portanto, não poderiam ter partido das posições do governo, localizadas a 6 milhas do ponto onde aconteceu a principal explosão.

Esse tipo de míssil não foi encontrado pelos inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas, da ONU, que declararam estarem certos de terem verificado todo o arsenal de armamentos químicos da Síria.

Por outro lado, há fortes indícios de que os rebeldes contam com mísseis de curto alcance, improvisados para carregar gás sarin.

Por eliminação, parece que sobra para eles a responsabilidade pelo ataque químico que matou cerca de 1.300 civis.

No entanto, como salientaram os experts americanos, a inocência de Assad está provada apenas no subúrbio de Zamalka, onde a maior quantidade de sarin foi lançada.

Nas outras áreas suburbanas ao sul de Damasco, por enquanto, nada foi apurado.

 

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