Armas de guerra para as polícias americanas.

Como se sabe, logo após o atentado de 11 de setembro os EUA foram tomados pelo medo.

Nesse clima, o governo federal decidiu que o Pentágono deveria fornecer armas de guerras às polícias estaduais e municipais por estarem na “linha de frente do combate ao terrorismo.”

Foi o chamado programa 1033.

Nos 10 anos que se seguiram, lançadores de granadas, fuzis de precisão, blindados e bombas de gás, entre outros armamentos tornaram-se equipamentos de cerca de 8 mil delegacias por todo o país.

Como os casos de terrorismo foram extremamente raros, as forças policiais acabaram usando esses armamentos em operações comuns.

Em muitos casos, armas militares, produzidas para causar destruições em tropas inimigas, foram usadas na repressão de manifestantes civis.

Como aconteceu recentemente em Ferguson, nos protestos contra o assassinato do jovem Michael Brown por um policial da cidade.

As violências praticadas pela polícia local ativaram debate sobre o programa de fornecimento de armas militares a forças policiais estaduais e municipais.

Embora o programa do Pentágono pretenda “reforçar a segurança pública e melhorar a segurança da comunidade,”os críticos acham que o uso imoderado ou ineficiente dos equipamentos militares pode ter efeito até contrário aos objetivos.

Pode ser verdade. Tanto é que o programa 1033 foi suspenso em 184 departamentos policiais. Eles tiveram que devolver as armas militares ao exército.

Segundo investigação independente do site Fusion Net, esses departamentos não só descumpriram os regulamentos do programa, como ainda perderam parte dos armamentos recebidos. Desconfia-se que, em alguns casos, podem ter ido parar nas mãos do crime organizado.

Preocupado com o problema, o governo Obama ordenou uma revisão completa do programa.

 

 

 

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