A não violência ataca.

A não violência e a não colaboração com Israel, defendidas pelo líder palestino Barghouti, começam a conseguir vitórias.

2.000 prisioneiros árabes entraram em greve de fome reclamando contra más condições de carceragem, excesso de punições em solitárias e, especialmente, contra as prisões administrativas.

Nesta modalidade, o suspeito é preso pelo exército de Israel sem acusação e fica 6 meses encarcerado , sem direito a julgamento. Findo o prazo, o exército pode renovar os 6 meses de prisão indefinidamente, por muitos anos, ou até para sempre.

É algo que foi muito usado por regimes como o nazismo e o estalinismo, mas nada compatível com a democracia de Israel.

Ficando dias, semanas e dois deles até meses sem comer, os palestinos tornaram sua causa conhecida no mundo.

Os protestos populares e pedidos de libertação por governos e personalidades internacionais se sucederam e abalaram a dureza de Telaviv.

Com medo de mais prejuízos à sua imagem internacional já cambaleante, o governo Netanyhau acabou cedendo.

Prometeu só usar as prisões solitárias em casos justificados e libertar os palestinos presos sob prisão administrativa findo o prazo de 6 meses ou levá-los a julgamento.

Alguns dias depois a União Sul Africana anunciou o boicote de todos os produtos com a assinatura “made in Israel”, que tivessem sido produzidos em assentamentos judaicos na Margem Oeste.

O aviso foi feito pelo Ministro da Indústria e Comércio, Rob Davies, filho de judeus. Declarou que seu país só reconhecia o território de Israel de 1948, sendo a parte ocupada pelos assentamentos uma infração da lei internacional.

O disfarce dos produtos dos assentamentos, apresentados como sendo de Israel, vem sendo usado há muito tempo.

Em 2009, o governo do Reino Unido propôs que os produtos dos assentamentos deveriam declarar sua origem para que os consumidores não fossem enganados.

Na semana passada, os Ministros das Relações Exteriores da União Européia prometeram explicitamente adotar a mesma legislação em seus países.

O Ministro da Irlanda, Eamon Gilmore, foi mais adiante: sugeriu que os países europeus boicotassem todos os produtos dos assentamentos, caso Israel não mudasse suas políticas na Palestina.

 

 

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