A mulher continua discriminada no Afeganistão.

Uma das posturas mais odiosas do regime dos talibãs era a discriminação feminina.

Com o governo dito democrático que o substituiu, após a invasão americana, essa situação começou a mudar em favor das mulheres.

No entanto, o Presidente Karsai acaba de aprovar um Código de Conduta feminina não muito diferente do que existia nos tempos dos talibãs.

Elaborado por um conselho de ulemás, contém “pérolas” como o direito do homem bater em sua esposa, a não ser em casos definidos pela Sharia (conjunto das regras do Alcorão); proibição das mulheres viajarem sem um guardião masculino; proibição das mulheres se misturarem com estranhos em lugares como escolas, escritórios e mercados.

As mulheres religiosas devem obedecer ao código voluntariamente, não há uma obrigação legal, mas os ativistas temem que esteja em processo uma reversão na tendência de aumentar os direitos femininos. Além disso, acredita-se que, especialmente nas regiões do interior, as pessoas entendam que as regras do código sejam lei e, portanto, devam ser obedecidas.

Karsai apresentou o Código de Conduta numa conferência de imprensa, salientando ter sido escrito com a assessoria de associações de mulheres.

Não informou quais foram essas associações.

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