A Al Qaeda bombando na Síria.

O principal motivo que faz os americanos se negarem a enviar armas aos rebeldes sírios é o medo de que caiam nas mãos de seus inimigos.

E tem suas razões.

Isso aconteceu no Afeganistão, quando eles armaram os mujahedins contra os comunistas. E esses antigos aliados, hoje integrando as hostes talibãs, as estão usando contra o exército dos EUA.

Na Líbia, aconteceu o mesmo. Os milicianos salafitas que mataram o embaixador americano em Bengazi tinham combatido o ditador Gadafi com apoio armado americano.

Na Síria, a história pode se repetir.

O grupo Jabhat, filiados à AL Qaeda, representa um dos principais corpos do Exército Sírio Livre (FSA).

Ele já conta com algo entre 6.000 e 10.000 milicianos, cerca de 7,5% a 9% do total do FSA.

E esse número aumenta sempre, atraindo novos recrutas por ser considerado a mais agressiva e bem sucedida tropa rebelde.

Segundo uma mensagem enviada ao Departamento de Estado dos EUA pelo FSA: “De informações que nos chegam dos médicos, a maioria dos mortos e feridos do FSA são do Jabhat, devido à sua coragem e a estarem sempre na frente de luta”.

Por sua vez, outro grupo da franquia Al Qaeda, o al-Nusra Front distingue-se por suas ações terroristas, assassinando jornalistas e militares do governo, explodindo prédios e incendiando estações de TV, e pela forma brutal com que trata os inimigos vencidos.

Apesar das matanças indiscriminadas que promovem, são considerados de importância vital nas recentes ofensivas rebeldes.

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