Apesar de as forças de esquerda ganharem a maioria das eleições na América Latina, nem sempre isso se traduz em mudanças estruturais nos países. Grande parte dos eleitos segue fielmente os preceitos neoliberais. Promovem algumas medidas sociais compensatórias, mas os grandes interesses continuam intocados. Aqueles governos que ousam adotar soluções heterodoxas, intervindo na economia para garantir o desenvolvimento e reduzir as desigualdades, têm de comer o pão que o diabo amassou.
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Desmoralizando o direito
O juiz lê a sentença: o réu é declarado culpado, tendo incorrido em uma grave violação da lei.
A América Latina aprende a dizer não
Pela segunda vez na História, Tio Sam foi desobedecido pelos povos ao sul do Rio Grande…
A Chávez o que é de Chávez
A entrada da Venezuela no Mercosul vem sendo combatida por senadores do PSDB (sabia que um dia já foi “social-democrata”?), DEM, José Sarney e outros semelhantes.
Os candidatos à Casa Branca e a política internacional: Iraque
Embora os pré-candidatos do Partido Republicano defendam a guerra do Iraque e os democratas a ataquem vigorosamente, as posições deles divergem muito mais nas palavras do que na realidade.
A onda esquerdista não morreu na praia
Em 2006, a emergência de governos de esquerda na América Latina começou a preocupar os Estados Unidos. Nem por isso mudaram sua posição diante do continente. Na cúpula das Américas, em maio daquele ano, Condoleezza Rice e o secretário de estado, Thomas Shannon, fizeram duros discursos contra os líderes “autoritários” reafirmando que só o livre comércio promoveria a prosperidade dos países da região.
Fora do socialismo também há salvação
A eleição da Argentina era considerada um verdadeiro plebiscito sobre o presidente Néstor Kirchner. Os círculos da direita receberam mal a vitória, com mais de 45% dos votos da candidata oficial. É obvio. O que causa estranheza são as críticas de parte da esquerda ao governo e às perspectivas de serem mantidas suas linhas gerais pela nova presidente. Chegaram a falar que a política econômica de Kirchner foi pautada pela ortodoxia.
Liberdade para matar
“Atirar primeiro, perguntar depois” no Velho Oeste era normal. Na Bagdá de hoje, também. Foi assim que seguranças da Blackwater, que protegiam um comboio de diplomatas, mataram 16 civis inocentes. Investigações, tanto da polícia iraquiana quanto do comando central do exército americano, concluíram que não havia nada que justificasse a ação.
Consumatum est
Ainda em 2006, depondo diante do Congresso americano, o embaixador americano Zalmay Khalizad foi taxativo: “Não temos nenhum objetivo de estabelecer bases permanentes no Iraque”.
Mais uma pedra no sapato
Não bastasse Chávez, Kirchner e Evo Morales, surge mais um presidente latino-americano atormentando George Bush. E o que é pior, com qualidades inquietantes que o fazem difícil de ser desmoralizado. De fato, Rafael Correa, o novo presidente do Equador, é um político de formação cristã, com cursos superiores de economia na Universidade Católica de Leuven (Bélgica) e na Universidade de Illinois, ligações com os movimentos sociais católicos e experiência administrativa no anterior governo, como ministro da Economia.