Trump: queriam empurrar um mau negócio para os EUA

É como Trump definiu a discussão do acordo de Paris.

“O resto do mundo aplaudiu quando nós (Obama) assinamos o Acordo de Paris – ficaram loucos, ficaram muito alegres- pela simples razão de que ele punha nossa pátria, os EUA, que nós todos amamos, numa muito, muito grande situação de desvantagem econômica. ”

Não sei se ele estava sendo sincero ou pensando que o povo americano era muito, muito tolo.

Se ficarmos com a primeira opção, Trump está raciocinando como um magnata-presidente, que encara um acordo internacional como um negócio qualquer, onde obrigatoriamente alguém ganha e o outro perde.

No caso do Acordo de Paris, o resto do mundo estaria querendo forçar os EUA a entrarem numa fria, aceitarem regras que encareceriam os custos dos produtos americanos. E com isso, Tio Sam fatalmente perderia mercado para os concorrentes do Exterior.

Talvez Trump não seja tão tolo assim.

Talvez ache que poderia empurrar sua pífia argumentação para convencer os ingênuos eleitores americanos (afinal eles votaram nele, não foi?).

Seja como for, The Donald, enfrentou os 195 países espertalhões, como John Wayne, em “Bravura Indômita”.

 

Ao sacar a assinatura americana do acordo, teria salvo as empresas e empregos dos EUA, acabando com a “louca alegria” daqueles bad guys. A eles só restou curtir a perda da sua vil armação bebendo absinto em algum romântico bar, coisa que Paris tem de sobra.

Como disse o presidente, sarcasticamente :”Um cínico diria que a razão óbvia dos concorrentes econômicos e seu desejo em nos ver permanecendo no acordo é tão grande que nós continuaríamos a nos auto- infringir danos econômicos.”

Comigo não, violão, teria concluído o presidente. Tirem a assinatura americana dessa armadilha.

O resultado da ação heroica de Trump, o único (graças a Deus), é que as empresas americanas poderão perfumar o ar à vontade com dióxido de carbono e gazes metano. Provavelmente, a tendência antes decrescente da emissão dos gazes do efeito estufa nos EUA, agora vai se inverter, por mérito da ação de Trump em Paris. Chegará a níveis muito mais altos do que os atuais (que já não são de deixar ninguém tranquilo).

Mas, que ninguém se engane, The Donald é um ardoroso amante do ambientalismo. Ele mesmo garante: “Os EUA, sob a administração Trump, continuarão a ser o mais limpo e a nação mais amiga do ambientalismo na Terra. Nós seremos os mais limpos. Nós vamos ter o ar mais limpo. Nós vamos ter a água mais limpa. ”

Aí, não dá!

Decididamente o presidente de todos os americanos tem a mais baixa opinião da inteligência do seu povo.

Espero que, nas próximas eleições, fique provado que ele está enganado.

Só assim, o mundo poderá escapar dos efeitos brutais de uma mudança climática antecipada.

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