Trump incentiva o aquecimento global.

Scott Pruitt, adversário da proteção ambiental fora nomeado por Donald Trump para dirigir a EPA, cuja missão é justamente proteger o meio ambiente.

Será a raposa contratada para tomar conta do galinheiro.

Desse modo, Trump mostrou que sua intenção de acabar com tudo que Barack Obama conseguiu aprovar nessa área é pra valer.

Pruitt já processou a própria EPA muitas vezes, alegando intromissões injustas do governo na vida das empresas poluidoras.

Ele nega a existência do aquecimento global e sua relação com o consumo de energias fósseis, rejeitando as regulamentações ambientais por considera-las prejudiciais ás empresas

Juntamente com 27 estados, entrou na justiça contra a Lei do Ar Limpo, a base das regulamentações de Obama contra a mudança climática.

Logo no seu quarto dia de governo, The Donald já usou a caneta presidencial para prejudicar o meio ambiente. Assinou ordens executivas que determinam medidas para destravar a construção de dois imensos oleodutos- o Keystone XL e o Dakota Access- facilitando a expansão da infra-estrutura das indústrias de petróleo. Mesmo que a dano do meio ambiente.

O Keystone XL pretende levar petróleo das areias betuminosas do estado canadense de Alberta até refinarias americanas no litoral do Golfo do México, onde ele seria refinado e exportado.

Como o oleoduto iria cruzar fronteiras internacionais, necessitava ser aprovado pelo governo americano.

Os grupos ambientalistas moveram uma forte campanha por todo os EUA para ganhar o apoio da opinião pública contra o projeto.

A razão principal é que, sendo o Keystone XL construído, as companhias petrolíferas poderiam utilizar o potencial petrolífero das areias betuminosas da região de Alberta – uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Isso produziria um poderoso impacto no aquecimento global, com as consequências que todos sabem.

 

Além disso, os inevitáveis derramamentos de petróleo bruto poderiam contaminar o aquífero Ogallala, fonte da água consumida por 17 milhões de pessoas nos estados do Texas e da Dakota do Sul.

Submetido ao presidente Obama pela empresa TransCanada, o projeto do Dakota XL foi rejeitado.

Trump cancelou essa decisão.

A TransCanada, em festa já, está providenciando um novo projeto que será certamente adornado com um “sim” do novo presidente.

A lei que criou o projeto do Dakota Access da Energy Transfer Partners foi supensa por Obama, atendendo a protestos das tribos de índios sioux Standing Rocks (os mesmos que derrotaram o general Custer).

Eles alegaram que o oleoduto danificaria sítios culturais muito importantes para os sioux.

Sem falar na contaminação das terras e das águas das regiões atravessadas pelo oleoduto.

Além disso, causaria um perigo ambiental no ponto em que cruza o rio Missouri.

Os índios tinham ainda um forte argumento a favor do seu protesto: antiga lei celebrada entre eles e o governo dos EUA garantia a integridade dos seus territórios.

Obama os atendeu interrompendo os avanços no desenvolvimento do projeto do Dakota Access.

Depois da caneta de Trump ter riscado o decreto de Obama, os oleodutos devem ir em frente.

Mais uma vez, ele teve o inefável prazer de cancelar mais uma medida tomada contra atos de Obama.

Quanto aos danos ao meio ambiente causados pela sua liberação dos oleodutos, ele nem se tocou.

Afinal, ele já declarou que aquecimento global é invenção de cientistas sem sucesso em busca de projeção.

E assim, mais uma vez, os EUA caminham para atrás.

 

 

 

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