Egito: seria cômico se não fosse trágico.

Conheça algumas pérolas do regime do marechal Sissi, apontado por seus cheerlanders como “o salvador da pátria”. Destaque para as bizarras decisões dos tribunais, totalmente enquadrados pelo governo.

– Em fevereiro de 2016, a justiça egípcia condenou à prisão perpétua uma criança de três (3) anos de idade. Detalhe: na data em que teria cometido os crimes pelos quais fora punido o precoce menino contava com apenas dezessete (17) meses de idade.(dizem que apesar de ainda não saber falar, era um tenebroso adepto da Irmandade Muçulmana).

Em vez de admitir que havia errado grosseiramente, o governo limitou-se a minimizar a decisão da corte.

– Depois que foi encontrado o corpo de um estudante italiano morto provavelmente pela polícia, autoridades do governo egípcio atribuíram sua morte sucessivamente a diversas causas: um acidente de carro, violência de gangs e uma fantasiosa conspiração para minar o prestígio do presidente Abdel Sissi.

– Decretada sentença de morte contra mais de 600 egípcios, descobriu-se que entre eles diversos estavam mortos ou presos quando o crime foi cometido.

Esses episódios não deixariam de fazer do Egito um país de opereta se ele não fosse palco da mais brutal repressão.

O regime do marechal Sissi já matou de mil a dois mil manifestantes desarmados, encheu as prisões de oposicionistas- condenando centenas à pena de morte, está liquidando a liberdade de imprensa e participa dos devastadores bombardeios egípcios contra o Iêmen.

O que é trágico.

Uma ideia sobre “Egito: seria cômico se não fosse trágico.

  1. Mas, é alinhado com os EUA, mantém boas relações com Israel, e… com os que determinam o preço do petróleo liderados pela Arábia Saudita.

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