América, first também no espaço.

Há muito desaparecido dos quadrinhos, Flash Gordon está de volta, sob os auspícios da Força Aérea dos EUA.

Ela entende que no futuro, a guerra será travada no espaço.

Embora esse futuro pareça extremamente remoto, os americanos já estão se preparando com vistas à conquista do espaço sideral.

O objetivo é treinar guerreiros para combater ameaças externas (que devem evoluir) às antigas e vulneráveis infra- estruturas espaciais, muitas das quais datam da Guerra Fria.

Já está operando o Esquadrão de Agressão no Espaço, na base aérea de Schriever Air, no Colorado. Ali os futuros colegas de Flash Gordon estão treinando para a luta em um ambiente espacial a ser disputado pelos EUA e outros países.

O website Military.com informa que na próxima semana se realizará o National Space Symposium,  em Colorado Springs. Lá, representantes do departamento de Defesa e da indústria de armas (sempre ávidos por novas oportunidades de lucro) se reunirão para discutir as prováveis espaço-ameaças – especialmente as que se espera virão da China e da Rússia.

Serão tratados temas como meios de defesa espacial, opções ofensivas e algo que interessa muito aos generais americanos: o controle do espaço.

O problema é que Darth Vader já morreu e, fora o imperador Ming, do planeta Mongo, não existe qualquer ameaça interplanetária aos EUA. Mesmo Ming sempre foi derrotado por Flash Gordon, e seu fiel amigo, o cientista Zarkov. Não deve  assustar ninguém, nem mesmo os leitores dos quadrinhos antigos.

No momento, além dos EUA, somente a Rússia mantem naves trafegando pelo espaço infinito. E Moscou não tem condições, nem interesse para entrar em conflito com os americanos pelo controle do universo sideral.

Putin tem os pés na terra.

Já é difícil lidar com os problemas econômicos de seu país e com a expansão imperial americana na Europa e no Oriente Médio. Criar uma força estelar para enfrentar as espaçonaves yankees estaria fora de questão.

Talvez daqui a uns 40 ou 50 anos, sendo otimista, os homens, tendo enchido a Terra de ruínas e outras devastações, decidam transferir suas batalhas para o espaço.

A essas alturas, o pessoal, ora em treinamento na base do Colorado, terá se aposentado.

Serão seus netos, ou talvez bisnetos, quem se encarregarão de impor o diktat americano pela força aos países hostís a esse benévolo imperialismo.

Não dá para imaginar porque um país com um débito nacional de 15 trilhões de dólares gasta dinheiro num projeto que só poderá render frutos a prazo muito longo (e põe prazo longo nisso).

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